segunda-feira, 13 de junho de 2011

"O equilíbrio não depende de fatores externos"

Professor de Gestão de Pessoas, Joan de Dou diz que o domínio das emoções está em como cada profissional lida com situações adversas.

Por Rômulo Martins

Em meio ao pânico dos passageiros e da equipe de voo, por conta de uma turbulência, o piloto consegue aterrissar o avião e todos os que estavam a bordo se salvam. Em outra situação, uma mãe quase entra em desespero ao ver seu filho ser levado pelo mar. Para salvar o menino, ela enfrenta fortes ondas com destreza e consegue trazê-lo de volta à praia.

Estes dois eventos são fictícios, mas vale o questionamento: afinal, qual força mantém os “heróis” da vida real concentrados em seu objetivo mesmo nos momentos de adversidade? Equilíbrio, responde à plateia de executivos e estudantes Joan de Dou, professor de Gestão de Pessoas nas organizações do IESE, da Universidade de Navarra (Espanha), durante o evento Insights da Época Negócios, onde discursou sobre a importância do tema na vida pessoal e no trabalho.

Há quem diga que o fator emocional seja o mais difícil de ser aperfeiçoado no ambiente corporativo, tendo em vista as pressões pelas quais passam os profissionais em um mercado de incertezas, marcado pela competição e em um ritmo cada vez mais veloz. De Dou rebate: “O equilíbrio não está em fatores externos, mas em como eu vou confrontar as situações adversas”.

Especialista em psiquiatria, o professor afirma que a única forma de se chegar ao equilíbrio pessoal e na carreira é através do autoconhecimento. “É preciso saber quais são seus pontos fortes e fracos”, diz De Dou, que, em sala de aula, pergunta a seus alunos de MBA qual é o sentido da vida.

Segundo ele, características como empatia e concentração contribuem para o equilíbrio, mas o caminho para o pleno domínio das emoções é individual e depende dos interesses de cada um. Na visão do professor, alguns indivíduos são dotados de recursos que os tornam mais preparados para lidar com os desafios da vida pessoal e profissional; outros, porém, precisam desenvolver ou aprimorar esses recursos com a ajuda de ferramentas como a psicoterapia.

Depende de você
De acordo com De Dou, descobrir quais são os seus interesses é a chave para o equilíbrio. “O que é mais importante para você, o caminho profissional ou a vida pessoal?”, questiona. O professor explica que quando se aconselha as pessoas a tomar cuidado para que o trabalho não custe o equilíbrio, não significa que a vida profissional atrapalhe o campo pessoal. O que pode ocorrer, diz ele, é uma transferência de sentimentos entre as áreas.

Construir relações estáveis no ambiente familiar, entre amigos ou na comunidade onde você está inserido também faz parte do processo que induz à autogestão e ao domínio das emoções, diz De Dou.

O especialista em psiquiatria afirma que quando o indivíduo se conhece bem, aprende a lidar com as suas próprias emoções e com a dos outros e, por isso, consegue alcançar os objetivos com mais facilidade.

“O peso da responsabilidade é o que diz: ‘tem que ser assim’. O peso intrapessoal não tem nada a ver com o que está externo. É preciso trabalhar para que as críticas [destrutivas] não os influenciem”, orienta.

Por isso, não espere que os bancos abaixem os juros, que os políticos corruptos sejam destituídos de seus cargos ou que o seu chefe te faça um elogio para que você encontre o equilíbrio entre vida e trabalho, diz De Dou: “Não posso construir o equilíbrio com base no que os outros vão fazer por mim”.


A diferença entre homens e mulheres na gestão do tempo

Christian Barbosa*

A sociedade do conhecimento e a evolução do sistema de trabalho colocaram a mulher em posição igual ou superior aos homens, onde não mais a força, mas sim sua sabedoria, habilidades e competências agora fazem diferença. Para a infelicidade de muitos machistas (sim, eles existem!) a mulher assumiu um papel de destaque em nosso tempo.

Quando comecei a trabalhar com gestão do tempo e produtividade, a maioria das perguntas e contatos eram feitos por homens. Hoje, esse quadro mudou. Cerca de 70% das dúvidas que recebo semanalmente são de mulheres. E a maioria delas está estressada, sem tempo e com excesso de funções sob sua responsabilidade.

Uma vez recebi um e-mail de uma advogada, mãe de dois filhos, casada, que me fez uma pergunta interessante: “como posso voltar a ter tempo de ser mulher? Preciso abdicar do que sou hoje para ser essa pessoa?”. A indagação dela veio por conta da vida atribulada (casa, trabalho, filhos, marido) e da sensação de que não exercia bem todos os seus papéis.

Esse é o tipo de reclamação que tenho ouvido com frequência. Minha análise é de que a mulher de hoje não tem tempo mesmo de ser mulher! Além disso, ela se cobra demais por não conseguir espaço para se dedicar à casa, aos filhos, à beleza, ao casamento, à carreira e às amigas. O homem sem tempo também tem consciência disso, mas a cobrança pessoal é muito menor e, em alguns casos, isso nem existe.

Pensando nestas questões, proponho uma análise: a “Tríade” do tempo das mulheres. Lembrando que a Tríade é a metodologia mais adequada para divisão do tempo, que uso em meu trabalho para estabelecer quais atividades são urgentes, quais são importantes e circunstanciais.

O resultado da média dos testes realizados – com mulheres na faixa dos 35 anos, em atividade profissional – mostrou que a composição da Tríade, em média, é de 48% do tempo dedicado às questões urgentes; apenas 28% às coisas importantes e 24% às circunstanciais.

Esse resultado retrata a mulher que descrevi acima. Ela foca grande parte do seu dia nos problemas, com urgências do trabalho, da casa, dos filhos e do marido. Contudo, apesar da cobrança, ela ainda consegue ter tempo para cuidar de coisas importantes na sua vida, sendo que as tarefas supérfluas e circunstanciais ficam em segundo plano.

No caso dos homens, existe um equilíbrio maior entre as urgências e as circunstâncias, deixando o importante em segundo plano. O homem gasta mais tempo com conversas paralelas, chope com os amigos e festas sociais. As mulheres, por outro lado, tem um senso de maternidade e responsabilidade mais destacado. Isso mostra que aquela teoria de que, diferente do que se fala sobre o universo feminino, o homem gosta de fofocar mais que as mulheres pode ser verdade. Enquanto eles perdem tempo com coisas sem sentido, a mulher precisa usar seu tempo em coisas mais essenciais.

*Christian Barbosa Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros “A Tríade do Tempo” e “Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião” e co-autor do “Mais Tempo, Mais Dinheiro”. (www.triadedotempo.com.br / www.maistempo.com.br)


Emoções no trabalho

Por que saber usar a inteligência emocional no ambiente corporativo ajuda você a atingir resultados.

Por Rômulo Martins

Em seu livro “Inteligência emocional no trabalho” o psicólogo Hendrie Weisinger, um dos maiores estudiosos da área, define inteligência emocional como “simplesmente o uso inteligente das emoções – isto é, fazer intencionalmente com que suas emoções trabalhem a seu favor, usando-as como uma ajuda para ditar seu comportamento e seu raciocínio de maneira a aperfeiçoar seus resultados”.

Pode parecer complicado, mas controlar as emoções a fim de que projetos sejam direcionados para o resultado almejado não é algo tão difícil, mesmo levando em consideração um mercado veloz, competitivo e de incertezas somado aos diferentes valores de cada indivíduo nas organizações.

Isso porque a inteligência emocional – ao contrário do coeficiente de inteligência (Q.I.) e de outras medidas de inteligência tradicionais – pode ser desenvolvida e aumentada. “A inteligência emocional pode ser trabalhada com exercícios de autoconsciência, por meio dos quais é possível desenvolver a capacidade de reconhecer as emoções mais positivas, como a empatia, e de lidar com os conflitos internos”, diz Deroní Sabbi, psicólogo com atuação clínica e organizacional.

Por essas e outras razões, técnicas para se chegar à excelência na vida e no trabalho expandem-se no mundo corporativo. Programação Neurolinguística, Coaching e outros treinamentos que visam principalmente o autoconhecimento são cada vez mais buscados por profissionais que querem melhorar seu relacionamento intrapessoal e com os outros.

Importância na Vida Profissional
Para quem ainda acha que o fator emocional não tem peso decisivo na carreira, Sabbi atesta que a falta de controle emocional no trabalho gera conflitos, falta de motivação e interfere nos resultados propostos. Em seus estudos, Weisinger confirma por meio de exemplos reais que profissionais podem ter suas carreiras prejudicadas se não souberem lidar com as emoções no ambiente organizacional.

Ironicamente, o domínio da emoção ganhou importância nas empresas com a automação das atividades. Segundo Sabbi a internet parece comunicar, porém é uma ferramenta de baixa qualidade nesse quesito. Para ele, a falta da comunicação cara a cara e os maus hábitos alimentares influenciam no modo como as pessoas lidam com as suas emoções.

Para se ter uma ideia da relevância do tema diante do cenário mercadológico atual, em sua obra Weisinger discorre que a inteligência emocional possui componentes que desenvolvem a capacidade de: a) perceber, avaliar e expressar corretamente a emoção; b) gerar ou ter acesso a sentimentos quando eles puderem facilitar sua compreensão de si mesmo ou de outrem; c) compreender as emoções e o conhecimento derivado delas e d) controlar as próprias emoções para promover o crescimento emocional e intelectual.

Além disso, saber usar as emoções favorece as relações com a equipe de trabalho. Não à toa os conceitos da inteligência emocional de um modo geral são bastante conhecidos e utilizados por profissionais que ocupam cargos de liderança. Assim, a finalidade de sua aplicação é também a de ajudar outras pessoas a se ajudarem. O emprego de seus componentes “agrega pessoas e as ensinam a lidar adequadamente com os feedbacks, a desenvolver a capacidade de comunicação e negociação”, diz Sabbi. Portanto, quando você estiver no trabalho e ouvir dizer “no final tudo deu certo” ou “deu tudo errado”, saiba: certamente a inteligência emocional foi uma das culpadas pelo resultado.
Fonte: Livro: Inteligência emocional no trabalho, Hendrie Weisinger, Editora Objetiva.


A geração z e o mercado de trabalho

Eduardo Shinyashiki*

De acordo com estudiosos do comportamento humano, crianças que nasceram a partir de 1995 até os dias atuais pertencem a um grupo denominado Geração Z. Entre os fatores que influenciam estes jovens podemos destacar o mundo globalizado, interconectado e extremamente tecnológico em que vivemos. Esse universo cria nas crianças nascidas nas últimas duas décadas características únicas, que definem essa geração tecnológica.

Quando o assunto é trabalho, empresários e gestores se perguntam como os jovens Z influenciarão o mercado profissional. Adianto que eles iniciarão uma tendência que deve perdurar a partir deles: a de integração total com a tecnologia. Enquanto alguns empresários veem a chegada desses nativos tecnológicos com otimismo, outros, mais conservadores, temem pelo que está por vir.

Para começar, é necessário que as empresas entendam que esses jovens vivem num ritmo fragmentado, devido à variedade de atividades que executam simultaneamente: ouvem música, navegam na internet e assistem filmes, tudo ao mesmo tempo. Se pensarmos que em breve eles chegarão ao primeiro emprego, essa característica poderá ser benéfica na medida em que trará funcionários multitarefa. Por outro lado, se não receberem instruções para focarem suas atividades, serão profissionais dispersos, que se concentram muito menos em uma só ocupação.

O celular, o Orkut e o Twitter fazem com que as crianças e jovens de hoje vivam em constante diálogo e valorizem a comunicação. Dessa forma, tendem a exigir acesso direto aos superiores e explicações daquilo que lhes é solicitado. Em empresas com uma hierarquia flexível, essa atitude é positiva, até encorajada, mas, em companhias com posições bem definidas, os questionamentos podem não ser tão bem vistos.

A Geração Z nasceu e vive em um mundo globalizado, por isso, tem uma visão ampla do seu trabalho. Os futuros profissionais enxergarão a empresa em todos os âmbitos e terão uma noção maior do que deve ser feito para que ela cresça. Também entenderão que a organização está inserida em um universo de conexões, e a importância de mantê-las saudáveis aumentará.

Essa geração pede mudanças. Conectados com o mundo digital, os jovens que nasceram sob o domínio da tecnologia chegam ao mercado de trabalho esperando por um mundo semelhante ao seu, conectado, aberto ao diálogo, veloz e global. Aos empresários, fica a opção de encarar essa mudança e atualizar seu negócio, criando novas formas liderança e motivação, ou lutar contra a maré e manter-se conservador frente às mudanças ocorridas nos últimos anos.

Ainda temos algum tempo para nos adaptar, para trazer o setor empresarial ao século 21, e ficarmos preparados para quando a primeira criança que nasceu no novo milênio chegar na entrevista de emprego com uma mente fervendo de novidades e um mundo profissional para desbravar.

*Eduardo Shinyashiki (www.edushin.com.br) é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor do livro “Viva Como Você quer Viver” da Editora Gente.


Talentos: por que é tão difícil encontrá-los

Edson Rodriguez*

A primeira constatação é um choque: o mercado não consegue encontrar pessoas com o perfil comportamental requerido em número suficiente para uma série de funções. Os candidatos ideais não existem na quantidade requerida.

Mas por que isso ocorre? Na medida em que a automação avança, os cargos e funções disponíveis no mercado são cada vez mais voltados a pessoas, à interação, à comunicação e ao trabalho em equipe.

Isso torna a escolha das pessoas parte fundamental do sucesso dos empreendimentos. Identificar quais as exigências da função e arranjar alguém que satisfaça essas exigências. Em outras palavras, que venha a ser competente.

Em termos de gestão, o conceito de competência associa-se à capacidade das pessoas em gerarem resultados para a organização, e é neste ponto que começa o problema. O “mix” de competências comportamentais requisitadas pelo mercado de trabalho mudou drasticamente nas últimas décadas, mas a população não mudou.

No passado, haviam centenas de funções de execução de tarefas que requeriam disciplina, regularidade, assiduidade, previsibilidade, estabilidade, investigação, força bruta, submissão e obediência cega às ordens. Muitas dessas funções requeriam pouca ou nenhuma interação com pessoas. As estruturas eram muito hierarquizadas e as pessoas se relacionavam apenas com seus colegas próximos e chefes diretos.

Por outro lado, características como dinamismo, autoiniciativa, criatividade e capacidade de comunicação podiam mesmo ser vistas com alguma desconfiança. Há ainda, hoje em dia, pequenos empresários que veem pessoas mais falantes, criativas e objetivas como “espertas demais”, e que podem “roubá-los” caso se descuidem.

A grande mudança veio com a automação de funções, que já liberou a mão-de-obra humana de uma série de tarefas. Entre elas, atividades de atendimento telefônico, por exemplo, do tipo “...se quiser falar com assistência técnica, disque 2, se quiser crédito e cobrança, disque 3...” e assim por diante. E para onde irá a simpática função de telefonista? Obsolescência? Talvez.

A maioria das funções extintas ou muito encolhidas tem características comuns que são:

1 – Rotina constante, repetitividade, uso de instrumentos simples ou padrões comportamentais previsíveis;

2 – Pouca ou nenhuma necessidade de decisão ou iniciativa própria;

3 – Pouca ou nenhuma necessidade de interação com as pessoas, no sentido de negociação, participação ou trabalho em equipe.

Agora, imagine esse quadro, que se manteve imutável por séculos, mudando repentinamente? Um valor que sofreu mudanças drásticas foi o da estabilidade. Até poucos anos atrás, quem ficava 20 anos na mesma empresa era motivo de orgulho.

Hoje, ficar tanto tempo assim só é admissível se for uma carreira em constante ascensão e mesmo isso não é visto com bons olhos em todas as organizações.

Estudos feitos pela consultoria Thomas International, apontam para o seguinte quadro, em termos de evolução da requisição de competências comportamentais em funções de chefia nas empresas:
Épocas (décadas)

1900

1950

2000
Dominância, foco em objetivos, assertividade, competitividade, Influência, persuação e capacidade de comunicação.
20% das funções

35% das funções

60% das funções
Estabilidade, busca por segurança, tarefas repetitivas, Conformidade, ortodoxia e perfeccionismo.
80% das funções

65% das funções

40% das funções

(Fonte: Thomas International – UK)

Esses números apontam para uma tendência em termos de cultura das empresas e o que elas buscam. No entanto, o perfil médio da população, como disse anteriormente, não mudou no mesmo ritmo.

Uma amostragem da descrição das competências comportamentais desejadas para cerca de 50 funções de chefia em diferentes empresas do Brasil, quando comparadas com os perfis comportamentais dos candidatos (cerca de 300 indivíduos) resultou no quadro a seguir:
Grupos de competências Incidência dos grupos de competências mais procuradas nos cargos em % Grupos de competências mais presentes nas pessoas em %
dominância e influência
70

45
estabilidade e conformidade
30

55

(Fonte: Thomas International – Brasil)

Dessa forma, os dados brasileiros corroboram a tendência internacional apontada no quadro anterior, mostrando inclusive que há um aumento significativo na procura pelas características de Dominância e Influência, mesmo para os padrões do final da década passada, bem como um declínio na necessidade das características de Estabilidade e Conformidade.

Quais as consequências disso? Imaginemos um grupo de pessoas cujas características comportamentais básicas são a previsibilidade, o gosto pela rotina, a busca pela segurança, a necessidade de reconhecimento e suporte, o perfeccionismo e a ortodoxia, tudo isso aliado a uma abordagem introspectiva. Até aí tudo bem, é um perfil comportamental como outro qualquer, não há nenhum juízo de valor.

Agora, imaginemos que as funções disponíveis para esse grupo são funções de vendas diretas, promoção de eventos, consultoria externa ou atendimento ao público. Essas funções normalmente exigem foco em objetivos, competitividade, comunicação, assertividade e capacidade de adaptação a novas situações constantemente. O grupo com as características citadas acima terá muita dificuldade em se adaptar. Eles irão cumprir as tarefas, mas muito provavelmente irão sentir-se frustrados e desmotivados e a médio e longo prazos seu desempenho será, na melhor das hipóteses, apenas razoável. Outra consequência: Turn over elevado.

Há uma clara relação entre perfil comportamental adequado e altos desempenhos. Cerca de 70% das variáveis presentes em um profissional muito bem-sucedido estão relacionadas diretamente com seu perfil de competências comportamentais. Por outro lado, fatores de retenção de talentos nas empresas estão intimamente ligados à capacidade dessas organizações em usar adequadamente as informações sobre talentos necessários x talentos disponíveis, de modo a criar políticas de recrutamento, treinamento e desenvolvimento de carreira que incentivem os profissionais a permanecerem nos seus quadros por mais tempo. Tudo isso porque existe uma concorrência, todos querem ficar com os melhores.

A boa notícia é que hoje existem metodologias que permitem trabalhar os estilos comportamentais das pessoas, de modo a tornar claro as mudanças que devem ser implementadas, motivando-as a buscar essas mudanças em prol de suas próprias carreiras. Tudo isso é feito a partir de técnicas de identificação das competências necessárias para a função e da orientação clara sobre o que fazer para praticar essas mudanças no dia-a-dia.

Mas para que essas técnicas surtam o efeito desejado, elas precisam estar aliadas ao maior fator motivacional que existe: a concretização dos sonhos do indivíduo. Isso é de fundamental importância para que mudanças comportamentais se instalem, talentos aflorem e tenham carreiras brilhantes. Não basta treinar, é preciso ajudar as pessoas a realizarem seus sonhos.

*Edson Rodriguez é consultor em Gestão de Pessoas e Orientação Profissional, coacher gerencial, autor dos livros “Conseguindo Resultados através de Pessoas”, “Futebol para Executivos” e “Por que alguns vendedores vendem mais que os outros?”.

Comunicação: o desafio no mundo dos negócios

Carlos Cruz*

Um dos maiores desafios dentro das organizações, além da busca constante por maiores índices de lucratividade, é o de melhorar a comunicação entre todos os players envolvidos direta ou indiretamente com o negócio, seja na relação patrão e empregado, colaboradores e clientes, compradores e fornecedores. Quando estudamos o comportamento humano, podemos identificar três mecanismos que podem empobrecer as relações interpessoais e, por isso, prejudicar a comunicação dentro de uma organização. São eles: eliminação, distorção e generalização.

O primeiro mecanismo, a eliminação, ocorre quando parte da informação que se deve transmitir é omitida. Quando bem focada ela pode trazer benefícios, como permitir que um vendedor preste atenção apenas no que seu cliente está dizendo e consiga ignorar todos os demais sons existentes no ambiente para atendê-lo com qualidade.

Em contrapartida, ela também pode prejudicar o trabalho de um profissional. O mesmo vendedor, em um dia de mal-humor, pode não prestar atenção exatamente às questões mais importantes durante uma negociação, deixando as reais necessidades de seus clientes de lado e objetivando apenas finalizar o ato da venda.

Em situações que ocorrem os mal-entendidos, a distorção pode ser o mecanismo motivador. Isso pode ser ilustrado quando uma pessoa pede algo a alguém e é interpretada de maneira totalmente contrária. Acredito que você já tenha vivido uma situação dessa, que geralmente acaba em uma discussão sem fim. Popularmente, as pessoas costumam chamar esse mecanismo de “telefone sem fio”. Uma brincadeira muito comum entre as crianças pode gerar resultados negativos em uma organização.

O terceiro mecanismo do comportamento humano que atrapalha a comunicação dentro de uma empresa é a generalização. Isso acontece quando o indivíduo toma conhecimento de um fato e tenta generalizar seus efeitos para outros contextos. Por exemplo: você recebe um cliente sério e de poucas palavras que não realiza compra alguma. A partir deste fato, você generaliza que todas as pessoas reservadas e de pouco papo são apenas visitantes que não realizam compras, algo que não tem nenhum fundamento além de suas conclusões pessoais.

Para lidar com os três mecanismos é necessário, num primeiro momento, ter conhecimento de que eles existem. Para isso, é preciso conscientizar os colaboradores sobre esses mecanismos e estimulá-los a perceber quando estão eliminando, distorcendo ou generalizando uma informação. A partir do momento em que o indivíduo conhece a si mesmo e reconhece a presença destes mecanismos no dia-a-dia de sua atividade profissional, ficará mais fácil perceber quando isso acontece no processo de comunicação com o outro. É neste instante que se pode assumir o controle do processo de comunicação e utilizar-se de técnicas para checar se a informação que está circulando em sua empresa é verdadeira ou um simples “telefone sem fio”, com uma mensagem distorcida.

Desafiar é a chave para otimizar a comunicação

É possível superar as eliminações, as distorções e as generalizações pertencentes à estrutura da comunicação através de desafios e para isso é preciso saber perguntar. Ao invés de se questionar por meio do tradicional “Por quê?”, que apresenta pouco valor e que trará justificativas ou longas explicações, pergunte “O que exatamente você quer dizer?”. Quando alguém reclamar algo como “ninguém me ouve”, pergunte “Quem especificamente não está te ouvindo?”.

Para melhorar a comunicação é preciso perceber a diferença entre a realidade interna e a realidade objetiva. O desenvolvimento da percepção ajuda a compreender a diferença entre essas realidades e permite a boa comunicação, que começa pelo controle do nosso estado de atenção. Quanto mais uma pessoa estiver absorvida na sua realidade interna de visões, crenças, valores, sons e sensações, menor será a sua capacidade de prestar atenção ao mundo exterior para ter a comunicação baseada na realidade objetiva.

Seu interlocutor não é como você acha que ele é e muito menos como você gostaria que ele fosse, portanto, duvide sempre da informação que chega até você. Como dizia William Shakespeare: “As coisas não são boas nem más. É o pensamento que as torna desse ou daquele jeito". Assumir a responsabilidade pela comunicação eficaz é o primeiro passo para o sucesso!

*Carlos Cruz (www.carloscruz.com.br) atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e diretor da Up Treinamentos & Consultoria.

Relações amorosas no ambiente de trabalho

Especialista em recursos humanos cria cinco dicas importantes para preservar os relacionamentos amorosos entre casais que também são colegas de trabalho.

Por José João da Costa*

Relações amorosas no ambiente de trabalhoGeralmente, os brasileiros passam a maior parte do dia no ambiente de trabalho, onde o contato entre homens e mulheres é constante e inevitável. Nesse sentido, os interesses amorosos podem surgir frequentemente, já que para algumas pessoas, esta situação é vista apenas pelo lado positivo: poder encontrar o namorado todos os dias e almoçar juntos, por exemplo, ainda que não possam se beijar ou demonstrar carinho em excesso.

Porém, mesmo que algumas pessoas não se contenham em se relacionar com um colega, a preocupação em relação às demonstrações públicas de afeto não é à toa. Segundo a política de muitas empresas, esse tipo de relacionamento, quando dentro do ambiente corporativo, pode implicar em advertência e até mesmo demissão por justa causa.

Por isso, o especialista em recursos humanos, José João da Costa, autor do livro “Afrodite S.A. – Os riscos e cuidados nas aventuras amorosas no trabalho” criou cinco dicas básicas e importantes para a convivência de casais que exercem funções no mesmo ambiente de trabalho.

* Mantenha discrição
Ainda que a empresa não seja contra os relacionamentos amorosos no trabalho, seja discreto e caso os colegas e chefes saibam sobre o relacionamento, nunca deixe que esse assunto seja o foco das conversas pessoais no ambiente. Lembre-se: Ainda que os colegas demonstrem amizade, nunca se esqueça que o mundo corporativo é competitivo e alguns colegas podem gerar fofocas sobre a sua relação para os demais funcionários, o que poderá prejudicá-lo futuramente.

* Evite conversas em excesso e possíveis discussões
O controle é a base de todas as relações, mas se por algum motivo você começou a segunda-feira diferente em razão de alguma discussão com o parceiro durante o fim de semana, acalme-se. Nunca abra margem para comentários sobre os seus problemas amorosos, pois qualquer possível contratempo em relação às suas atividades pode facilmente ser associado ao seu relacionamento. Procure esquecer seus problemas pessoais com o parceiro e trabalhar normalmente. Resolva seus problemas pessoais fora do ambiente de trabalho.

* Trate o seu parceiro como colega de trabalho
Antes de ser seu namorado, o seu parceiro, dentro da empresa, é um colega de trabalho como outros. Por isso, trate esta pessoa da mesma forma como trata os demais colegas. Encare como “proibido” demonstrar carinho, referir-se ao parceiro com apelidos e contato físico – abraços e beijos. A tentativa de controlar essas atitudes é algo que trará benefícios, pois sempre há fofoca no ambiente corporativo e dependendo da postura da empresa, as suas atitudes podem causar advertência e até mesmo demissão por justa causa.

* Se você foi contrato por indicação do parceiro
Pense bem antes de ir a uma entrevista em que você tenha sido indicado pelo seu parceiro. Caso a empresa não permita relacionamentos amorosos entre os funcionários, esqueça a possibilidade de manter uma relação baseada em mentiras. Lembre-se que hoje as empresas têm acesso às mídias sociais, assim como os demais colegas, que podem visualizar fotos e verificar os comentários, ainda que você os tente esconder. A descoberta pode implicar em demissão para ambos. Por isso, fale a verdade antes de ser contratado e evite constrangimentos futuros.

* Se o seu relacionamento envolve hierarquias diferentes
Quando um dos parceiros é o chefe do outro, o cuidado deve ser redobrado. Caso você seja o subordinado, não deixe de ser profissional e não se acomode com o fato de manter um relacionamento com o chefe. Isso não é motivo para abusar dos horários ou deixar de cumprir tarefas nos prazos. Você não deve ter regalias ou achar que pode ser tratado de maneira diferente aos demais. Caso você seja o chefe, não se esqueça de cobrar o seu parceiro da mesma forma como cobra os outros funcionários. O andamento do trabalho em geral também depende do relacionamento comum entre a equipe. O tratamento para funcionários muito privilegiados ou pouco valorizados, também pode ser motivo para prejudicar a imagem da empresa perante o grupo e desmotivar pessoas.

*José João da Costa é advogado e administrador, atuou como executivo de RH em empresas multinacionais e nacionais. É palestrante em diversos cursos sobre o tema e já integrou diferentes grupos de recursos humanos. É autor do livro “Como enrolar seu chefe e progredir na empresa” (Editora Matrix) e do lançamento “Afrodite S.A. – Os riscos e cuidados nas aventuras amorosas no trabalho”.



Como dar e receber feedback?

Por Carla Machado*

Por uma questão cultural, o brasileiro e o latino-americano, via de regra, não estão prontos para dar e receber feedback. Isso porque, em geral, o que deveria ser encarado como uma ação estritamente profissional, é levado para o lado pessoal e pode significar temor, ameaça e até gerar mágoas desnecessárias.

Para torná-lo profissional, o ideal é a companhia começar a colocar em prática uma avaliação de desempenho. Num primeiro momento pode ser a 180º, partindo do gestor para o colaborador, e, após a maturação, passar a ser a 360º, permitindo o sentido inverso, com o colaborador avaliando a performance de seus líderes e até, de maneira mais complexa, com outras interfaces, entre os pares e com a participação de clientes, inclusive.

Dentro desse contexto e com essa cultura já permeando o dia a dia da empresa, surge o momento de pensar o feedback. Ele pode ser aplicado no momento da avaliação ou ser constante, quebrando as barreiras hierárquicas. Sendo de uma ou de outra forma, é comum surgirem dúvidas. Para que gestores e colaboradores não errem e não sejam mal interpretados, o ideal é se orientar por algumas regras básicas.

O primeiro passo é ter em mente que se trata de um momento importante. E que, portanto, não cabe fazê-lo durante o café, almoço e, muito menos, em público. É preciso torná-lo formal, marcando uma reunião, por exemplo, e reservando para isso, pelo menos, uma hora. Outro ponto fundamental é que haja preparo e planejamento, com todos os pontos e fatos a serem citados previamente anotados.

Para dar o feedback, o gestor deve abrir a conversa com os pontos fortes, detalhando o lado positivo do profissional, qualidades e boas competências. Seguindo essa linha, cria-se um canal mais aberto, desarmando o colaborador, ficando mais fácil expor, depois, os pontos a serem desenvolvidos.

Ao chegar esse momento, o gestor deve mostrar como ele se sente tanto em relação aos pontos fortes quanto aos fatores a desenvolver, se posicionando de maneira clara e buscando argumentos baseados em fatos, sem procurar culpados ou fazer julgamentos.

Do outro lado, o colaborador deve estar aberto e preparado para receber as críticas construtivas, sempre almejando o desenvolvimento da sua carreira e crescimento profissional. Palestras, treinamentos, fóruns de debates entre outras ações internas prévias podem ajudar a equipe a se conscientizar da importância desta ferramenta, encarando-a da forma mais profissional possível.

O colaborador que se preparou para a reunião poderá até chegar à conclusão de que os itens de melhoria já estavam na sua relação de prioridades. E se, por algum motivo, não concordar com a colocação, a orientação é se posicionar durante a conversa, apontando as razões, mas sem se justificar, pois não é esse o objetivo do encontro.

Para quem o recebe, o mais importante, além das colocações pontuais, é entender que o feedback é uma grande oportunidade para perceber que há alguém dentro da companhia interessado no seu crescimento e aperfeiçoamento. Justamente por isso, ele deve ser encarado como algo positivo, que contribui e agrega e não como um bicho de sete cabeças.

A partir disso, o colaborador pode solicitar orientações para ser mais assertivo, agendando, inclusive, uma nova conversa para discutir as soluções e procedimentos a serem adotados.

De maneira geral, o feedback nada mais é, se comparado à vida pessoal, do que o momento de “discutir o relacionamento”. Com ele é possível evitar atitudes extremas, revendo, com calma, os processos e as condutas, só que dentro do escopo do trabalho, avaliando competências técnicas e comportamentais do profissional para com a empresa e vice-versa.

*Carla Machado é diretora de Recursos Humanos da ADP, formada em Administração de Empresas e Economia pela Universidade Mackenzie, pós-graduada em Marketing e MBA em Administração de Recursos Humanos pela FGV.



Empreender ou Trabalhar? Eis a questão.

Por Carlos Cruz*

Muitas pessoas trabalham apenas para não faltar dinheiro no final do mês e conseguir sanar as dívidas. Por outro lado, outras fazem isso para ter prazer, sentir-se bem e empregar seus talentos para a realização de algo extraordinário e, obviamente, para ter uma rentabilidade financeira.

Recordo-me do professor e sociólogo Domenico De Masi, que tem escrito na tela do seu computador a frase: “O homem que trabalha perde tempo precioso”. Quem disse isso trabalhava praticamente 20 horas por dia. Possuía mais de cinco tipos de trabalho, era professor, diretor de uma empresa, consultor, escritor de livros e artigos, entre outras atividades.

O lema do professor De Masi sintetiza a mudança do perfil do profissional da era industrial para a era da informação que vivemos hoje. Quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo, com as atividades físicas e com os momentos de descanso, conseguirá empreender com qualidade e destacar-se no mercado de trabalho.

Como o Dia do Trabalho está logo ai, tem uma pergunta que não me cala: “Trabalhar ou Empreender? Eis a questão...”

Trabalhar é ocupar-se em algum mister, ou seja, alguma profissão, esforçar-se para fazer ou alcançar alguma coisa, estar em funcionamento, empregar esforços, delinear através de exercícios físicos.

Para os gregos, trabalho tinha uma conotação estritamente física e representava toda atividade que fazia suar, com exceção do esporte. Quem trabalhava, isto é, suava, ou era um escravo, ou era um cidadão de segunda classe. As atividades não-físicas (a política, o estudo, a poesia, a filosofia) eram “ociosas”, ou seja, expressões mentais, dignas somente dos cidadãos de primeira classe.

A sociedade pós-industrial oferece, no entanto, uma nova liberdade, em que é possível empreender utilizando a mente criativa como ferramenta de trabalho. Essa que era estritamente reservada aos aristocratas. Atualmente as grandes corporações pagam fortunas para os gurus, consultores e palestrantes filosofarem e contribuírem com a mudança mental e as estratégias organizacionais.

Empreender é fazer acontecer, propor-se realizar algo diferente, inovador, criar uma oportunidade, ousar, desafiar, investir, correr riscos calculados, explorar algo que já existe para formatar algo novo.
Você pode se perguntar: “Está bem, e o empreendedor não precisa trabalhar, e muito?” Claro que precisa, e principalmente necessita de tempo para inovar e ousar. O bom empreendedor é um bom trabalhador.

Na mais nova sabedoria das ações do empreendedor, tem que estar presente trabalho, aprendizado, descoberta, desenvolvimento, inovação, superação e realização.

Algumas vezes pensamos que estamos ociosos, mas são nesses momentos que surgem os famosos insights, as brilhantes idéias. Uma dica importante é você sempre andar com um caderno para fazer as anotações dos seus insights. Pesquisas comprovam que a velocidade do pensamento é no mínimo três vezes mais rápida que a velocidade da fala, então aproveite seus pensamentos antes que eles desapareçam.

Empreender é uma jornada, não um destino. Boa sorte na sua jornada empreendedora.
*Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA. Para mais informações acesse www.carloscruz.com.br
Como saber se fui bem no processo?
por Camila Micheletti

Acabada a dinâmica, todos se despedem e a primeira coisa que ronda os seus pensamentos é: será que fui bem? como saber se passei para a próxima fase? Esta é a grande dúvida dos candidatos que participam de dinâmicas e a dificuldade de resposta reside no fato de que é muito difícil saber se o selecionador entendeu tudo o que você queria passar, justamente porque estamos falando de comportamento, que por si só é muito subjetivo.

Na opinião da psicóloga e consultora de empresas na área de RH Suely Gregori Andrade, o melhor é fazer uma autoavaliação de como foi o processo, tentando ser o mais imparcial possível. "Você pode começar analisando pelo grau de dificuldade da tarefa. Se você achou a tarefa fácil e conseguiu colocar suas opiniões com desenvoltura, já é um primeiro passo. Relembre também como foi a reação dos outros participantes às suas colocações. Às vezes um sorriso do selecionador, a atenção com que as outras pessoas escutaram você, tudo isso pode ser um indicativo de que você foi bem aceito pelo grupo e vai continuar no processo".

Além disso, você pode aguardar um feedback da empresa, informando o resultado do processo. "Mas infelizmente esta é uma prática que nem todas empresas fazem. Muitas dão andamento na seleção e simplesmente ignoram os candidatos que não foram selecionados", alerta Aguinaldo Neri, psicólogo, professor universitário e consultor empresarial na área de RH.

Analisar o seu temperamento também é importante. Você estava alegre, sorridente, de bem com a vida? Claro que é preciso agir com naturalidade, mas já chegar irritado e falando mal da empresa anterior não conta pontos, pelo contrário. Tenha em mente que seu comportamento neste momento pode decidir a sua continuação - ou não - no processo seletivo.

Para Frederico Eigenheer, diretor-presidente da Eigenheer Recursos Humanos, muitas vezes a culpa não é da empresa contratante, mas da empresa contratada apenas para realizar a dinâmica. O problema pode estar, também, na grande quantidade de pessoas selecionadas. O executivo cita um caso recente de seleção de trainees para o Banco ABN-AMRO. Eram apenas 40 vagas, mas a instituição recebeu 26 mil currículos de profissionais interessados. "Com uma gama tão grande de inscritos fica difícil esperar um feedback. Neste caso, a estratégia é fazer o melhor currículo do mundo e torcer para ser chamado".

Todos estes aspectos, juntamente com o seu currículo e um pouquinho de sorte, podem garantir o seu passaporte para a próxima fase, que geralmente é composta de entrevistas pessoais com o responsável pela vaga e o gerente da área. Dependendo da vaga e da empresa, o processo pode incluir ainda uma entrevista coletiva - feita em grupos de pessoas, funciona como uma espécie de apresentação pessoal de cada candidato.



Check-list da Dinâmica de Grupo
por Izabel Failde*

Agora que você já conheceu todas as etapas da dinâmica de grupo, que tal saber como foi seu desempenho? Apesar de não haver um padrão e não ser possível conhecer todos os critérios dos selecionadores, você pode refletir sobre seu comportamento para se aprimorar cada vez mais. Preencha o check list abaixo escolhendo SIM ou NÃO para cada questão. Seja sincero!
QUESTÕES

SIM

NÃO
1. Procurei conhecer um pouco sobre a empresa, antes de participar do processo seletivo?
2. Preparei-me adequadamente?
3. Vesti-me adequadamente?
4. Fiz um contato satisfatório com o selecionador?
5. Facilitei minha própria descontração?
6. Causei uma boa impressão?
7. Soube ouvir?
8. Tive flexibilidade?
9. Consegui me comunicar?
10. Fiz perguntas adequadas?
11. Fiz as investigações necessárias?
12. Respondi adequadamente ao que me foi perguntado?
13. Observei minha comunicação não verbal?
14. Minha postura física estava satisfatória?
15. Controlei adequadamente o uso do tempo durante a dinâmica?
16. Mantive o equilíbrio emocional?
17. Demonstrei atenção e interesse?
18. Permiti que outros participantes também se expressassem?
19. Elucidei minhas dúvidas?
20. Despedi-me de todos adequadamente?
21. Fiz as anotações necessárias?
22. Tratei as informações recebidas com ética?
23. Alcancei os objetivos da dinâmica?
24. Fiquei feliz com meu desempenho?

25. Creio que ainda posso melhorar nas seguintes características e/ou comportamentos:


TOTAL

AVALIAÇÃO GERAL:

A soma de pontos das colunas SIM e NÃO servem como referência para você saber em quantas situações da dinâmica agiu corretamente ou de maneira errada. Cada resposta SIM significa que você agiu de maneira positiva. As respostas NÃO indicam atitude desfavorável. Veja:

Para as respostas SIM: Parabéns!!! Mantenha, desenvolva e aprimore cada vez seu desempenho, não só nas dinâmicas de grupo como em todo o processo seletivo. Sucesso!

Para as respostas NÃO: Você precisa se esforçar mais. A dica principal é: conheça mais sobre você mesmo. Saber se posicionar, falar e ficar quieto nas horas certas, vestir-se com roupas adequadas e manter-se atualizado são apenas alguns exemplos de atitudes que podem garantir a sua vaga. Você certamente tem condições de aprimorar estes aspectos, mas para isso é fundamental não desanimar e acreditar no seu potencial. Boa sorte!

* Izabel Failde é psicóloga e especialista em Dinâmica de Grupo do Empregos.com.br.
Namoro no trabalho


Segundo especialista em recursos humanos é preciso cautela para que envolvimento amoroso não cause danos à carreira.

Por Rômulo Martins


Namoro no trabalhoNo horário nobre da rede Globo, a novela “Insensato Coração” traz ao público um tema bastante delicado: namoro no trabalho. Escolhido pela proprietária do Grupo Drumond para ocupar o cargo de gerente, Raul Brandão (Antônio Fagundes) provoca a ira da chefe e executiva Carolina Miranda (Camila Pitanga) que, após voltar de licença-maternidade, é forçada a demitir a então gerente Claudia (Cristina Flores) e pôr Raul no lugar.

Mas logo Carol reconhece a competência de Raul e os dois se aproximam. O ódio inicial da executiva por seu subordinado transforma-se em paixão. O que eles não imaginavam é que o relacionamento, mantido em segredo na empresa, pudesse causar agravos à vida profissional. Carol e Raul esquecem um importante contrato em um quarto de motel. Na tentativa de recuperar o documento o gerente retorna ao local, mas não obtém sucesso. Para continuar juntos ambos pedem demissão.

Casos parecidos com o de Raul e Carol não ocorrem apenas na ficção. A supervisora de call center Paula Frazão, 26 anos, conta que, por receio, não revelou o namoro com o atual marido, quando o conheceu há seis anos na empresa em que trabalha, em São Paulo. “Na época tinha um cargo de confiança, fiquei com medo de as pessoas acharem que o estava protegendo.”

O casal não esperou que a relação causasse danos à vida profissional. “Ele dizia que não dava certo namorar e trabalhar junto. Após quatro meses de relacionamento resolveu pedir demissão”, narra Paula.

Segundo Cintia Bortotto, psicóloga e especialista em recursos humanos pela Fundação Getúlio Vargas, são muitos os riscos de manter um relacionamento amoroso no ambiente de trabalho. “O mundo corporativo envolve relações de poder e influência, e relações afetivas sempre influenciam no profissional.”

Sem transtornos
O supervisor de qualidade Rodrygo Pacheco Gomes, 25 anos, diz que não passou por desconforto quando resolveu namorar uma colega de trabalho. “Procuro conhecer a empresa. Quando comecei o relacionamento já existiam outros casais formados.”

Rodrygo não tinha relação de chefia ou subordinação com a namorada. “Ela era de outro departamento.” Segundo ele, com profissionalismo, o envolvimento amoroso entre profissionais que atuam na mesma empresa não prejudica o trabalho.

Cuidados
Cautela nunca é demais quando se fala em relações amorosas com o parceiro de trabalho, mesmo em empresas que permitem a prática, adverte a psicóloga e especialista em recursos humanos Cíntia Bortotto. “Demonstrações de afeto no ambiente de trabalho não combinam. É preciso seriedade e profissionalismo.”

Outro hábito desagradável, segundo a psicóloga, é seguir os mesmos horários que o parceiro e deixar de se aproximar dos demais colegas por conta do namoro. “A hora do cafezinho e do almoço também é hora de fazer networking. Muitos profissionais se privam desse momento por conta do relacionamento.”

De acordo com Cíntia, o casal não deve esconder do chefe a relação. “É uma atitude antiética e incorreta. O melhor é fazer da forma correta para não causar ruído, pois de uma forma ou de outra as pessoas acabam descobrindo.”
Deixe seu Comentário


Acerte na escolha da profissão


Especialista em orientação vocacional ensina como identificar a área mais adequada ao seu perfil.

Por Rômulo Martins


Acerte na escolha da profissãoPoucos meses para o fim do ensino médio e aumenta a angústia dos jovens que precisam escolher a profissão. Os mais espertos adiam a decisão, mas não por muito tempo. A pressão dos pais os força a matricular-se em um curso técnico ou universitário que, em muitos casos, nada tem a ver com a missão pessoal do estudante.

“Muitos escolhem a profissão por influência da família e dos amigos”, disse Idamar Carpinelli, especialista em orientação vocacional, na Feira do Estudante realizada recentemente em São Paulo pelo Centro de Integração Empresa-Escola. Segundo a orientadora, fatores psicológicos e sociais também pesam na escolha da profissão.

“Alguns se perguntam: será que terei de estudar muito? Outros desistem de determinada profissão por falta de condições financeiras para investir no curso ou pela distância entre a instituição de ensino e sua casa.”

Segundo Idamar, o autoconhecimento é o primeiro passo para a tomada de decisão. “O jovem deve avaliar o que realmente gosta de fazer”, diz. “Deve ainda observar em quais atividades se destaca e o ambiente que gostaria de trabalhar.”

Feito isso, é preciso avaliar o mercado de trabalho, as vagas de emprego e se as oportunidades se encaixam ao seu perfil. Nada de fazer escolhas baseadas apenas no retorno financeiro ou porque a profissão dá status. “Para fazer a diferença é necessário gostar do que faz. O dinheiro é consequência”, avisa Idamar.

Empregabilidade
Passada a difícil fase da escolha da profissão o desafio é encarar a competitividade do mercado de trabalho. A orientadora vocacional Idamar Carpinelli ensina que o profissional deve investir constantemente nas competências técnicas e comportamentais. “Com a evolução tecnológica e as terceirizações houve uma redução em massa dos postos de trabalho. A competição aumentou. Muitos profissionais precisaram reavaliar a carreira.”

Segundo Idamar, buscar informações atuais relativas à carreira escolhida e saber vender as competências valorizadas pelo mercado são obrigações do profissional hoje.

Em alta
Idamar ressalta que o mercado está à procura de técnicos. Os eventos esportivos de nível mundial a serem realizados no Brasil - Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas Rio 2016 - demandam grande número de profissionais nas áreas de Engenharia Civil, Turismo e Hotelaria. Outro setor em destaque é o da indústria petrolífera e de gás, por conta da descoberta da camada pré-sal.

A área de Tecnologia da Informação também oferece grandes oportunidades, mas exige forte investimento em formação. Atividades voltadas ao público idoso, como a Gerontologia (profissional que estuda os fenômenos do envelhecimento humano), de acordo com consultores de carreira, tendem a crescer com o aumento da população idosa no Brasil.

Aproveite e saiba mais sobre algumas profissões:

* Operador de Call Center
* Engenheiro Civil
* Secretariado Executivo
* Arquiteto
* Advogado
* Nutricionista
* Professor
* Enfermeiro
* Psicólogo
* Administrador



Profissão Operador de Call Center

Marcio Moreira, gerente de atendimento do site Empregos.com.br, fala sobre o perfil do teleatendente e dá dicas para se destacar na área.
Por Rômulo Martins

Profissão Operador de Call CenterMais de 1,2 milhão de pessoas trabalham como operadores de call center no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT). E a previsão para 2011 é que as empresas de call center registrem um crescimento de 10% em geração de empregos, oferecendo aproximadamente 120 mil novos postos de trabalho.

O mercado está favorável e as chances de crescimento profissional na área são certas. Para se destacar, porém, é preciso ser um operador diferenciado que, além de não perder o foco em resultados, tenha boas relações com os seus clientes e sua equipe de trabalho.

Para a maioria das oportunidades de emprego na área basta ter 18 anos, ensino médio completo e conhecimentos básicos de informática. Muitas empresas não exigem experiência e realizam treinamento para preparar o profissional no contato com o cliente.

Em entrevista ao site Empregos.com.br, Marcio Moreira, gerente de atendimento da empresa, fala sobre o perfil do teleatendente que as organizações buscam, salário e dá dicas de como crescer profissionalmente no ramo. Assista:



Se interessou pela profissão? Faça uma busca de vagas!

Quais competências as empresas buscam no operador de call center?
Um operador de telemarketing deve ter uma boa comunicação, facilidade de contornar situações no atendimento, ouvir a real necessidade do cliente para resolver o problema, paciência mediante o envolvimento com o cliente e um bom comprometimento.

Quais as dicas para o profissional se destacar na área?
A dica mais importante é gostar do que faz, independente da área de atuação. Tem de ter iniciativa, é preciso ser criativo no dia a dia, mostrar e superar os resultados que são apresentados pela empresa através de metas que são estabelecidas, qualificar-se por meio de cursos para ser um diferencial no grupo, e aproveitar todas as oportunidades que a empresa oferece através de processos internos.

O setor dá oportunidades para profissionais com mais de 40 anos?
Com certeza, essa faixa etária tem uma responsabilidade maior... A questão de flexibilidade de horário, e ainda a possibilidade de concorrer a grandes oportunidades que o call center gera, tanto na operação como em outros departamentos.

Quais os caminhos para o profissional alcançar o cargo de gerente?
É preciso ter experiência do funcionamento de um call center, desde a parte de atendimento, treinamento, recrutamento e seleção, sistemas, parte financeira, comercial... Tudo isso contribui para o profissional concorrer a um cargo de nível hierárquico mais alto.

Qual perfil adequado para os cargos de liderança?
Operados que têm uma boa comunicação e se soltam mais no atendimento, destacando-se por meio de sua empatia, seu relacionamento facilitam a descoberta do seu talento. São pontos a mais. Não significa dizer que os operadores mais introvertidos, que mesmo assim atingem seus resultados e se comunicam bem, não possam participar de processos seletivos internos e até mesmo conquistar uma promoção. Vai depender do perfil que a empresa necessita para determinado cargo ou área.

Qual o salário inicial do operador de call center?
A média do mercado para o profissional sem experiência varia de R$ 500 a R$ 700, para quem tem experiência varia de R$ 600 a R$ 800, sem contar outras realidades que não estão sendo sinalizadas... Hoje em dia tem muito operador bilíngue por conta de as empresas de fora estarem terceirizando serviços no Brasil. Então, os operadores que têm um idioma a mais possuem também uma faixa salarial diferenciada, que não se enquadra nem na primeira nem na segunda situação... O bilíngue ganha entre R$ 900 e R$ 1,2 mil em média.

Há bônus e comissões?
Você pode trabalhar somente no receptivo (quando o cliente entra em contato com o call center) que, de repente, não gera nenhuma comissão, mas pode gerar uma bonificação pela qualidade do atendimento. O valor do bônus é inferior ao da comissão. No atendimento ativo (quando o operador de call center entre em contato com o cliente), dependendo do produto e do cliente, há uma grande possibilidade de obter ganhos superiores a R$ 300, R$ 400, R$ 500 (de comissão).




Você já conseguiu fazer com que seu currículo fosse escolhido pelo selecionador e foi convocado para participar de uma dinâmica de grupo. Neste Guia, você aprenderá a encarar essa etapa do processo seletivo, entendendo como ela funciona, para que serve e qual é a melhor maneira de se comportar. Apesar de muitas vezes não entendermos o que as atividades em grupo significam, seus resultados são fundamentais para a escolha dos selecionadores. Por isso, prepare-se!



Prepare-se para a dinâmica

- Desmistificando a Dinâmica de Grupo
- As dinâmicas de grupo mais populares
- Sem medo da Dinâmica de Grupo
- Um breve histórico das dinâmicas de grupo
- As etapas das dinâmicas de grupo
- Os prós e contras da dinâmica de grupo
- Confira dicas de livros e sites sobre dinâmica de grupo





Como se dar bem em uma dinâmica de grupo

- 10 dicas para se sair bem na dinâmica
- Supere a timidez na dinâmica
- Características valorizadas
- A roupa ideal para encarar a dinâmica de grupo



- Como saber se fui bem no processo?
- Check-list da dinâmica de grupo



Prepare-se para a dinâmica (26.05.08)
Confira as dicas para ter um bom desempenho
durante esta fase tão importante do processo seletivo

Uma das etapas mais importantes na seleção de profissionais, a dinâmica de grupo é uma atividade que exige bastante preparo. Durante o processo, todas as suas atitudes serão avaliadas, desde o momento em que você chega à empresa até a hora de ir embora, além do seu comportamento diante dos outros candidatos. Confira as dicas que reunimos para ajudar você a se preparar melhor para encarar esse que muitas vezes é o primeiro passo para sua aprovação - ou eliminação - em um processo seletivo.

Cuidados com o corpo e a mente:

* Duma cedo e não coma alimentos fortes no dia anterior;
* Não tome nenhum medicamento que possa gerar algum efeito colateral antes da dinâmica;
* Relaxe, tente esquecer as preocupações;
* Leia bastante, a leitura ativa o cérebro;
* Confirme o endereço e pesquise qual o caminho você vai seguir. Saia de casa com antecedência para não correr o risco de se atrasar.

Apresentação pessoal:

* Muitas dinâmicas exigem movimentos como sentar, ajoelhar, subir em algum lugar. Evite roupas complicadas ou muito apertadas, minissaias e decotes nem pensar!
* Use roupas sóbrias, mas confortáveis. Você não terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão, portanto, capriche!
* Para os homens, a dica é terno de cor escura, com a meia sempre combinando com o sapato. Não invente moda na gravata, deixe aquela de bichinhos para uma situação mais informal.
* Para as mulheres, um terninho vai muito bem, de preferência de cores sóbrias, como o preto e marrom escuro, evite cores vibrantes. Cuidado: se você não sabe sentar adeqüadamente, não vá de saia, prefira uma calça comprida. O mesmo vale para o salto alto. Caso a sua posição não seja nível executivo, prefira roupas mais simples, que condizem com o seu perfil profissional. Mas sem cair nos extremos. Evite calça jeans e tênis.
* Não exagere demais no perfume e nos acessórios. Lembre-se, tudo que é em excesso faz mal, e, com certeza, você não quer ser lembrado pelo homem que tinha o perfume mais forte da sala ou a moça que abusou nos brincos e pulseiras.

Comportamento:

* Procure ser o mais natural possível e controle a ansiedade. Nervosismo não ajuda em nada!
* Execute as tarefas da melhor maneira possível e preste muita atenção ao que está sendo pedido e perguntado.
* Controle a agressividade, mesmo num momento de discussão procure não se exaltar.
* Mantenha-se atualizado, o case pode ser realizado com base em notícias e fatos que estão acontecendo no momento.


O que mais você precisa saber:

* Leia sobre a empresa, sobre o cargo e discuta com amigos qual o tipo de comportamento esta empresa valorizaria para este cargo. Dificilmente será algo que você nunca fez, mas talvez algo que você nunca valorizou.
* Tente avaliar suas experiências anteriores sem, entretanto, ficar controlado por elas.
* Reserve tempo, normalmente esta atividade consome de duas a quatro horas. Caso você esteja empregado, peça a manhã ou a tarde de folga. Evite constrangimentos.



10 dicas para se sair bem na dinâmica

Confira o que os selecionadores esperam de você e
obtenha os melhores resultados

Durante o processo de seleção, a dinâmica de grupo é uma das fases que mais preocupam os candidatos. Tentar manter a calma e ser você mesmo ainda é o melhor a se fazer nesta situação. No entanto, algumas dicas podem ajudá-lo a se sentir mais seguro e obter melhores resultados.

A partir de agora, comece a prestar atenção na maneira como se comporta em família, entre os amigos, nas horas de trabalho e lazer. Analise, principalmente, as reações das pessoas ao seu comportamento. Você é bem aceito, respeitado, acatado, seguido? Como você faz isso? Explicando, negociando, dando ordens, dando feedback ou de que forma? Lembre-se que na dinâmica você será analisado justamente pelo comportamento que apresentar, por isso é importante você se conhecer e saber como pode reagir em cada situação.

Confira as dicas abaixo e veja como se destacar durante a dinâmica:

1. Preste muita atenção também aos outros participantes, em suas atitudes e comportamentos. É com eles que você vai desenvolver a atividade. Se você tem um espírito natural de líder, por que não ocupar um papel de destaque?

2. Fique atento às explicações e orientações para o trabalho a ser realizado. As informações normalmente são padronizadas, mas devem ser interpretadas à luz do que vai acontecer daí para frente. Procure entender o que alguém vai querer observar se pedir para vocês contarem o número de paetês de uma fantasia, amarrar a todos numa corda ou qualquer outra coisa que venha a ser solicitada. Libere toda a sua criatividade ou você não chegará nem aos pés da criatividade deste pessoal que inventa jogos e situações de grupo.

3. Não se esqueça de que você está em grupo e os comportamentos que serão observados valorizarão as suas relações com o grupo.

4. Não seja afoito, saindo na frente e atropelando tudo e todos . Já ouviu falar daquela história do boi de piranha? E daquela do macaco velho que não coloca a mão em cumbuca? Observe os primeiros passos de todos, mesmo que você tenha dado a iniciativa ao trabalho.

5. Não se incomode de ser observado por uma ou mais pessoas. O inverso é que é perigoso. Não ligue se alguém escreveu algo logo após a sua atuação. Pode muito bem ser positivo, por isso não sofra antecipadamente. Observadores despreparados podem rir do que está acontecendo (quem não riria ao ver um bando de marmanjos no chão fazendo algo engraçado?). Não é correto, mas... Controle-se, pois pode não ser de você.

6. Não fique perdido no desenrolar da dinâmica, seja ela uma peça de teatro, um painel de debates ou qualquer outra simulação. Seja um participante adequado o tempo todo. Muitas vezes, o último a falar é o que exerce maior influência sobre os destinos de um grupo.

7. Falar muito ou falar pouco? Não sabemos e temos receio de dizer. É uma incógnita, pois não sabemos o que será observado. Infelizmente, algumas coordenações despreparadas colocam um grupo para trabalhar e se lembram apenas daquele que falou muito, por mais besteira que tenha dito. Em outras situações, ouvimos pessoas que preferiram não falar nenhuma besteira e não foram sequer lembradas. IMPORTANTE: muitas vezes o que se espera de um candidato é que encontre alguma solução racional no meio de uma situação totalmente desconexa.

8. Solte-se e entre no jogo. Ajude o grupo a conseguir o melhor resultado em relação ao que foi pedido pelo coordenador. Procure ser decisivo para o desempenho do grupo. Desempenhe todos os papéis que você achar adequados, mas na dose certa e sempre focando o grupo. Não se esconda atrás do grupo, mas também não se distancie.

9. Deixe as avaliações para depois. Pense que você dará muitas risadas depois de tudo e poderá animar algumas reuniões com amigos e parentes com os jogos que aprendeu. Não adianta nada demonstrar que está insatisfeito, pois isto poderá contar pontos negativos para você.

10. Depois de tudo, se você quiser dar sua opinião, procure a empresa que realizou a seleção e exponha o seu ponto de vista, com segurança e dados completos. Muitas vezes, quem contrata uma empresa de seleção nem sabe direito o que vai acontecer no meio do processo.

Nunca se esqueça que você estará vivendo uma meta-realidade: não é o resultado imediato do trabalho do grupo que valerá, mas a sua capacidade de avaliar o que está acontecendo, escolher os comportamentos adequados, desempenhá-los com competência e flexibilidade e contribuir para o resultado de um grupo ou liderar um grupo na busca de um resultado.

Fonte: Aguinaldo Néri, professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP), consultor empresarial e especialista em Recursos Humanos e Psicologia Organizacional.


A roupa ideal para encarar a dinâmica de grupo
Conforto e discrição são as palavras-chave para se dar bem

Por Clarissa Janini

Se você tem uma dinâmica de grupo agendada e planeja se destacar dos demais participantes com uma roupa mais chamativa, com cores vivas e acessórios proeminentes, pare e volte ao guarda-roupa. De acordo com Gilberto Guimarães, professor da FGV e diretor da consultoria BPI do Brasil, quanto mais discreto e confortável for seu traje, melhor. "Você deve chamar a atenção do selecionador pelo conteúdo, e não pela aparência". Lembre-se também de que muitas dinâmicas exigem movimentação do corpo, por isso, não deixe que um calçado desconfortável, por exemplo, estrague seu desempenho. A roupa deve estar confortável física e mentalmente, ou seja, você tem que estar com os movimentos livres e sentir-se seguro e tranqüilo. "Você deve possuir uma elegância transparente. Aja como um juiz de futebol, que é melhor quando não aparece demais".

Algumas dicas para não errar :

Camisas: Como nesse tipo de processo é comum movimentar-se, muito cuidado com a transpiração e possíveis manchas de suor embaixo das axilas. Para evitar essa deselegância, procure sempre usar camisas de tecidos leves e absorventes (especialmente para os homens, que costumam suar mais).

Sapatos: Aposte no conforto e fuja de saltos finos e muito altos, no caso das mulheres. De nada adiantará um fabuloso salto-agulha se seus pés estiverem doloridos e interferirem na sua performance.

Saias e decotes: Além de desnecessários e algumas vezes vulgares, saias muito curtas e decotes profundos podem ser extremamente incômodos - para você e para outras pessoas. Lembre-se de que chamar a atenção para esses detalhes irá tirar o foco do processo.

Perfume: Nada mais desagradável e deselegante do que contaminar o olfato alheio com um perfume muito forte. Mais uma vez, quanto mais discreto, melhor.

Marca pessoal: Tatuagens e piercings já são velhos conhecidos como vilões dos guias de etiqueta corporativa. Uma aparência mais excêntrica em um local conservador pode disparar o preconceito do outro, o que pode minar suas chances de transmitir credibilidade.

Cores: Tons clássicos ainda são a melhor pedida para quem não quer escorregar na elegância. Aposte, por exemplo, no azul marinho, que é impessoal e não desperta atenção indesejada. Fuja de cores como o vermelho, que é chamativo e não imprime confiabilidade.

Minha roupa está Ok. E agora?
Se já passou no teste do provador, é hora de mostrar todo o seu potencial ao selecionador. Como já dito anteriormente, o que vale na dinâmica de grupo é destacar-se pelo seu conteúdo. "A primeira avaliação é feita no primeiro minuto", afirma Guimarães. Um simples bom dia pode revelar sua personalidade e disposição para o processo aos outros participantes e entrevistadores. A maior dica, segundo o professor, é usar a inteligência a seu favor para agir de acordo com o que esperam de você.

Confira mais dicas para ter sucesso durante a dinâmica :

* Tenha perspicácia e empatia;
* Faça apenas comentários pertinentes;
* Não force a barra para ser o centro das atenções;
* Saiba ler o que o outro quer;
* Cuidado para não parecer demasiadamente seguro de si e passar por pretensioso.
Sua carreira

[+] Receba nosso boletim

Acerte na escolha da profissão

Saiba como identificar a área mais adequada ao seu perfil com as dicas da especialista

[+] leia mais

Cuidado com o namoro no trabalho

É preciso cautela para que envolvimento amoroso não cause danos à carreira

[+] leia mais

Pergunte ao Especialista

Entrevista de Emprego - Internauta pergunta: "Fiz uma entrevista, devo ligar para a empresa?"

[+] leia mais

Buscas relacionadas a emprego:
Recepcionista gerente Atendente de Telemarketing Estagiário Vendedor Motorista assistente administrativo Aux. Administrativo Aux. de Escritório Aux. de Produção Atendente Caixa
http://www.empregos.com.br/novabusca/Default.aspx?baGr=Telemarketing

Empregos.com.br

Fale conosco

Ajuda

Buscar
Emprego
digite o cargo

Aproveite as 160.125 vagas que temos para você

5.070 vagas incluídas no dia útil anterior

*
Administrativo (47.069)
*
Comércio (15.558)
*
Informática e Telecom. (9.065)
*
Técnicos (5.438)
*
Engenharia (4.516)
*
Educação (3.156)
*
Artes e Arquitetura (716)
*
Juridica (352)
*
Agric./Veterinária (154)

*
Telemarketing (43.600)
*
Indústria (14.992)
*
Logística (6.601)
*
Comunicação (5.085)
*
Saúde (4.161)
*
Hotelaria/Turismo (1.354)
*
Financeiro (454)
*
Diversos (287)

[+] ver todas as áreas

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Não é preciso ser um grande estudioso da linguagem para reparar que nós, latinos, falamos - e muito - com nosso corpo. Gesticulações, expressões faciais, olhares...Sim, todo latino é um drama em potencial! E é por isso que conhecer bem os sinais corporais pode abrir as portas para um mundo paralelo da linguagem. Nas linhas abaixo, o Bom de Humor te ajuda a desvendar as mensagens que você transmite com o próprio corpo - e aquelas que você recebe sem nem se dar conta!

Mas atenção: não é porque uma pessoa está de braços cruzados que ela necessariamente está retraída. Aliás, o assunto é bem mais complexo do que simples associações diretas, como alerta o especialista em linguagem corporal Marcos Cardoso: “Para interpretar um gesto de forma coerente, uma das melhores formas é analisar o conjunto de gestos. Analisar as mãos, mas também os pés; o olhar, o sorriso, a posição do corpo”, afirma. Tudo isso, segundo ele, ajuda a definir o nível de interesse da pessoa.Herança expressiva

Ainda segundo Marcos Cardoso, a linguagem corporal, muito mais do que um simples reforço à linguagem falada, era uma das principais formas de comunicação na antiguidade. É só imaginar que lá atrás, num passado nem tão remoto, não existiam microfones, alto-falantes, muito menos escolas de idiomas em cada esquina. Portanto, ao falar em público ou se comunicar com um estrangeiro, os gestos tinham que dar conta do recado!

É por isso que até hoje grandes oradores são geralmente grandes gesticuladores, que o diga o líder cubano Fidel Castro, que adora um discurso cheio de trejeitos: 6 funções

No vídeo de Fidel podemos ver claramente pelo menos três das seis funções que a comunicação não-verbal exerce em relação às mensagens que desejamos transmitir: (a) repetição e ênfase da mensagem verbal; (b) complementação; (c) contradição do que foi verbalizado; (d) substituição; (e) regulação do fluxo verbal; (f) sinalização das relações de poder no espaço físico.

Veja detalhes sobre cada uma dessas funções analisados pelo pesquisador Sergio Senna Pires:

a) Para repetir uma mensagem, utiliza-se um gesto ilustrador afirmativo. O polegar para cima, por exemplo, logo em seguida da mensagem verbal.

b) Agora, para enfatizar uma mensagem, basta apresentar esse mesmo gesto simultaneamente àquilo que a se dizer.

c) Já a contradição da mensagem verbal consistiria em afirmar algo, mas expressando o seu contrário. Como exemplo, Senna cita a entonação, o volume de voz e gestos enfáticos numa pessoa que diz não estar nervosa.

d) Por outro lado, gestos e expressões faciais podem substituir a verbalização. Uma pessoa que chega em casa com uma expressão abatida, por exemplo, pode comunicar que teve “um dia e tanto” sem, no entanto, dizer uma palavra. Quem nunca comentou com alguém “sua cara já diz tudo!”?

e) A regulação é basicamente o controle do ritmo e a harmonia do que está sendo dito. Lembre do maestro com sua orquestra! Ele precisa sinalizar e acenar com precisão para seus músicos, a fim de dar ordem à música. Da mesma forma, uma pessoa acena para outra com o intuito de fazê-la esperar para falar.

f) Segundo o pesquisador, a comunicação não-verbal se estende para outras fronteiras significativamente importante no contexto do trabalho. Trata-se de como as relações de poder se manifestam nos ambientes, na forma como organizamos nossa mobília e em como nos dispomos nesses espaços. Um exemplo muito comum, ele afirma, consiste na posição que ocupamos na mesa de reuniões. “Há uma hierarquia de lugares a serem ocupados e todos sabem disso”. Saiba mais!

Para saber ainda mais no assunto, você pode acessar os sites dos especialistas Marcos Cardoso.

fonte:
http://www.bomdehumor.com.br/materia/3307-Linguagem_corporal.htm

domingo, 29 de maio de 2011

What are the wishes of people in relationships today?
When we think of relationships right words come from passion, love, desire, and because no sex! The love and passion were the basic elements for a life together, having that feeling was enough that they really were "happily ever after," so where is the passion now and especially love?
To help answer this question was one about relationships, after all, think, believe and even assuming no quantitative data is easy, the difficulty is present by sampling the data obtained, this research sought to understand what people want in relationships today, in an attempt to demystify some myths that guide the company when the theme is relationships.
Research conducted with the collaboration of several people, they answered questionnaires with open and closed, the people of various religions, genders, ages, and especially regions. The main objective was to try to delineate a profile of an ideal relationship or goal; among one of the key figures that were observed in the survey is that sincerity is nowadays increasingly demanded, among many more try to deceive, betray and deceive mainly, people look for sincerity, sincere relationships they want.
The lie was something clearly mentioned in the survey, voluntarily, because to be honest walking as opposed to lie, also mentioned that the worst thing in a relationship or even an attitude would be unforgivable betrayal, sincerity, no lying and mostly without treason, after 80% of people believe that is an unforgivable act. Beyond smiles and humility, charisma, be affectionate and even humorous is important for a healthy relationship.
In examining the question of treason there is insecurity in society and at the same time their rigidity, given that among the data may be mentioned that 60% of people believe they have been betrayed ever, 95% of people mention that there forgive a betrayal, even believing that have already been betrayed. If they were sure they would not forgive this act of infidelity, it is now important to draw attention, even with alarming statistics of divorce, infidelity, people look for someone faithful allegiance to this to be achieved in physical and must be achieved in virtual space, once 83% believe that infidelity is virtual treason, as in physical contact. Almost all respondents can identify when the partner is lying; satisfaction in the category 84% of people would like to receive more praise or even present, in other words they want to receive recognition for their dedication in the relationship.
It was asking people if they believe that to begin a relationship just to have love, about 60% of people think that want to start a relationship you do not need love, more than half curiously not invest in a relationship beyond the feeling people were not a stable life, professionally stabilized and so on.
Ultimately people do not believe that love is eternal in a relationship, as mentioned in several books about relationships, people believe that the most important relationship is respect, because he is always accompanied by sincerity, loyalty and affection.

Marcos Tadeu Cardoso
historian, teacher, writer and researcher
http://www.marcostadeucardoso.blogspot.com
Phone: 05538 3223-5534 / 05538 9804-6580